Ó Ipê Encantado
Quando te quero, ó ipê encantado
Me torno teu servo, solto e acorrentado
Livre nos bosques da tua floresta
Mas preso nos roncos da tua sesta
E quando ao sol da manhã tu acordas
Eu deito manhoso nas raízes em cordas
Tentando dormir, mas não consigo
Pois faço da tua imagem meu abrigo.
Roçando mi’as costas nos teus pés
Brincando co’a sorte, só vem revés
E em cada parte que te cortam
Os meus sentidos mais se exortam.
Como eu te quero, ó ipê encantado
Que canta em voz tênue às fadas da noite
Quanto mais te quero, mais estás cortado
E quando me entrego ao açoite, foi-te.
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