domingo, 9 de agosto de 2009

Olho para as teclas de um teclado.
Letras.
Q, W, E, R, T, Y, U, I, O, P.
A, S, D, F, G, H, J, K, L, Ç.
Z, X, C, V, B, N, M.
Letras numa ordem aparentemente aleatória, porém somente aparentemente.
Letras numa ordem estatisticamente estudada por datilógrafos renomados que ninguém conhece.
Assim é a poesia.
Na poesia, se passa o que se sente, mas não necessariamente se sente o que se passa, e apesar de parecer para um leitor que uma poesia é uma ordem aleatória de palavras que fluem por acaso, tal ordem é na verdade, geralmente pensada, mas sempre sentida.

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